sábado, 30 de novembro de 2013

ROSA CONSOLADORA

Rosa despe-se.
No espelho, as mãos em concha medem os seios.
Preocupada, não tem mais a certeza do amor pelo ex-marido.
Com a mão, percorre as próprias reentrâncias.
Leva as mãos aos lábios. Sente leve odor úmido, de urina e fezes e cuspe da última transa coprofágica.
O leito, seu grande circo.
Como acrobata, faz uma ponte humana, seu umbigo no ponto mais elevado, a vagina esticada, alongada, escorrendo o resto do esperma adrede recebido.
Ela está só e, sendo assim, sente-se no direito de exagerar todas as posições.
Fica de quatro, seus buracos contraem-se e dilatam, implorando o amor que explora profundidades.
Abre as pernas, bailarina experiente, as coxas potentes numa só linha.
Depois, leva as pernas ao pescoço, as nádegas desprotegidas e arrepiadas.
Um leve som de baixo.
Retoma a verticalidade.
Pega a calcinha minúscula, coloca a prótese peniana e espera o ex-marido, novamente.
O espelho aguarda, em volúpia, o que virá, suspirando, embaciado, um tremor sutil em sua moldura azul e rosa.

AMOR NO ASSOALHO

O homem queda no assoalho, a mão direita no coração, atingido pelo amor desavisado.
A mulher, como se nada fizesse de anormal.
Coloca as roupas no varal, o bumbum brincalhão, roçando uma banda na outra, marcando o compasso erótico (pra ele) do jogo de passa anel.
Queda no assoalho, mudo, e olhando as curvas dela.
Ela dera-lhe durante duas décadas além do trivial.
Dera-lhe o sessenta e nove em parafuso.
Dera-lhe chaves polacas ao modo de queixadas.
Seu último diálogo:
- Não consigo esquecer tu..
- Eu quero mais e você.....
- Não sei dar o suficiente, né?
- Corta esse papo.
- O quê?
- Alguma coisa....
- Faltou? O quê?
- Não sei. Talvez...
- Talvez...
Ela não teve ânimo de completar. Ele já sabia. Mas negava-se a entender.
Ele cai no assoalho. Ela não quer ver mais uma cena. Vai colocar as roupas no varal.
Ele a imagina nua, como um violão sempre cheio de melodias potenciais, tesão despertando em todas as curvas.
Enquanto ele a imagina, caído no assoalho, o coração pulsa como nunca pulsou e irrompe num furor de quem se toca do amor.
Lembra da primeira vez, os uivos, os orifícios do mar dela a expulsarem as espumas do rio dele.
Lembra das pernas dela, abertas, com o fruto pleno, vulcão incandescente, vermelhinho, ora raspadinho, ora cabeludo, dependendo da estação do amor.
Todo ele é amor vivente e morrente. Assim, também, o piso, o teto, as paredes, as baratas ousadas a lhe lamberem os lábios, tudo amor sótão-porão.
Enquanto o rabo dela vibra de vida aos olhos da vizinhança, Eros goza na boca de Thanatos.

BANQUETE

Um diálogo, na floresta do amor.
- Dá teu pescocinho, garcinha.- Fungou.
- Mania de vampiro, é, Banguelo?
- Pra te sugar somente um dente preciso.
- Taradinho. – Arrebitou-se.
- Biquinho gostoso. – Apertou-lhe a ponta do da direita. Durinho. Soldado pronto pra lutar.
- Ai, não aperta tanto. Dói o escudo.
- Soldados perfilados à revista, promovidos a meus generais.
- Você dizia que era um casal de escoteiros.
- Perto de ti, cada encontro é uma inspiração. Hoje, acho neles um sentido mais militar. E daí?
Mãos cravadas nas coxas inchadas de tesão.
- Ai! Cafajestezinho.
Lábios colados, mascando um mesmo chiclete histórico, guardado desde o início dos tempos.
As mãos ansiosas machucam o insetinho delicado.
Ela dá o troco. Agarra, febril, o ninho de sua volúpia insana.
- Ui!
- Ta doendo, né?
- Mas tá delicioso.
- Lembra? Foi só você soltar o queijo e eu créu.
- Eu, feito o corvo. Você, feito a raposa.
A dama sussurra, após solta um arroto quase silente:
- Me virei do avesso por você. Até no meu remoinho você buliu.
- Cabo a rabo.
O suor no pescoço dela, o odor natural das axilas e dos seios túmidos.
Mordem-se mutuamente. Ele devora um pedaço da orelha dela.
Ela come-lhe a ponta do nariz. De um bote, ele engole-lhe a cabeça. Com seus seios, ela esmaga-lhe o corpo. Dos dois, sobra uma só massa lúbrica.
Aqui e ali, entremostra-se um lábio tapado por um seio suado.

Em um braço, o nome de eternas mulheres. No outro, relação de homens provisórios.

ANJO ASSASSINO

Ele sai do muquifo. Pega um maço no bar do Puto. Lê, "en passant", o jornal no balcão.

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Mexe na bunda da bêbada com calcinha enfiada no rego. Ela lhe xinga. Ele sai correndo.
Detrás das bananeiras da comunidade, movimentos de vaivém.
Um cachorro em cima duma cadela.
Tempos passados, isso inspiraria minutos de sexo solitário.
A cadela sai, ajeitando a calça e lhe sorri.
Ela agüentaria outra chuveirada? Encher os jardins de adubo líquido. Hastear a bandeira num planeta de seios redondos. Coxas grossas, pés descalços...
Alguém me avisa que é um perobo. Foda-se. O mastro tá erguido. Ela pega um ônibus..Sorte dela. Eu ia foder e bater, pra aliviar o pecado.
Um sinal de guerra. O sangue flui rápido. A trombeta do anjo preto fere o ar com sua indignação. O dia do acerto. Derrubar o bonde deles.
Seria dia de encher os jornais com fotos. Seus colegas Biruta e Malaco se aproximam. Portam duas AK-47 e uma lança-Rockets/lança-rojão, que lhe dão com o K estropiado.
Estão intranqüilos. Parece até que andaram cheirando.
Pensa naquele filme que assistiu ontem. Não havia enredo. Só foda animal. Enchera-se de tesão. Gozou três vezes na buceta da Duda, boneca inflável.
Muitas vezes, na vontade de um prazer diferente, quis fuder Duda junto com os outros, mas, pensava, pensava e desistia.
Não era capaz de dividir. O que era seu, era e pronto. O gozo tinha de ser só seu.
Passa de frente do campinho. Lembra das vezes que jogou ali. Agora, tava tudo cheio de mato.
Um dia, chegou do campinho mais cedo que de costume.
Presenciou o pai, a estuprar-lhe a irmã mais nova. Ela só tinha nove anos. Pegara a faca e enfiara nas costas do painimal.
A mãe morrera no cachimbo havia dois meses. O crack é foda. Desde pequeno, adoecido pelos maus exemplos.
Quando iria à cidade dos pés juntos? De quantas orgias ainda participaria? Quanto ainda ganharia? Quanto ainda roubaria? Quantos alcagüetes queimaria? Detestava alcagüete. O último que matara fora um primo. Bum. Bum.
O parentesco não aliviara o ódio. Era tanto, que subestimou o perigo e quase se queimou.
Chegaram ao destino. Combinaram e cada um entrou por um lado da casa.
Barraco vazio. Correram pra fora. Um anjo esperava. Olhou pra trás. Seu corpo era uma peneira.

Olhou pro anjo que lhe apontava uma arma, por segurança, pedindo que ele, alma nebulosa, fosse na frente e seguisse a luz.

O NOME DO MORTO

Quando ele morrera, todos lembraram de suas performances.
Principalmente, os funcionários daquele sequishop, que não tinham certeza, mas, desconfiavam, ao olharem bem a foto no jornal, que era ele. Se não era, parecia muito com ele. Então, decidiram que era, sim, o dito cujo.

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As pessoas do bairro riam agora ao referirem o ódio que tinham dele.
Tudo ficou leve e senhoras de idade passaram a visitar-lhe o túmulo todos os dias. Curas milagrosas aconteceram após pensarem nele. Vereadores fizeram umas tantas moções de aplauso.
Rememoraram certa vez em que, saboreando uma iguaria morena, caíra uma abóbora em seu nariz.
E outra vez em que roubara roupas de uma “dregue”.
E ainda uma outra em que pendurara mulheres num varal para o gozo do vento.Todos os fatos relembrados não mais causavam asco.
Foi sem esforço que conseguiram sua canonização. O prefeito ergueu-lhe uma estátua em que seu membro sexual era coberto com folha de parreira.
As bandas da cidade tocaram na inauguração. Os grupos de teatro apresentaram peças em que ele era o personagem principal. Foi colocado seu nome, seguido de algarismo romano, nos livros de história. Criaram acontecimentos em que ele efetivamente não participara.
Todas as revoluções citadas referiam seu nome.
Todas as guerras ganhas, idem.
Todas as crianças nascidas a partir de sua morte receberam-lhe o nome.
O prefeito pedira até a mudança de seu próprio nome para o do morto.
Na cidade, todos os sequishop foram renomeados com o nome do falecido.

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O estado foi renomeado.O país foi renomeado.Todos os países, o planeta, as estrelas, constelações, as galáxias, os buracos negros – nesse momento deuses caídos gritaram: aí não, criatura!
Como Deus era Deus desde o início, temendo a concorrência de sua criatura, que extrapolara suas intenções, explodiu e refez o universo, cuidando para que o nome do morto fosse esquecido....Ah, sim. Os sequishops continuaram a ser chamados com o nome do que morreu. Foi um pacto de Deus com Mefisto.
O sequishop citado empregou por muito tempo anjos caídos que ali tiveram mais chance de encontrar parentes desaparecidos.

CASAMENTO

Fim:
Seu casamento, feliz no fim, quando os pés são leves como bonecas infláveis de pelúcia.
“BRINQUEDOS SEXUAIS ENCONTRADOS NO BOLSO DO VICE”
Seu marido, o espelho das leis e convenções, tinha um modo de puxar as cadeiras nos restaurantes, semelhante à maneira de colocar o travesseiro embaixo das costas para dar prazer ao coito.
“SEIS CANAIS DE TELEVISÃO PERDEM FECHADURAS”
Sua família apoiara a união, louca pra se livrar de mais uma boca.
“TERCEIRIZADO O CONTATO COM OS INDIOS”
Mais sobra nos sábados em que churrascos chiavam em harmonia com os cliques das latas de cerveja.
“MAR TERÁ DE ABRIGAR EXCEDENTE DE POUPULAÇÃO”
 Mais espaço para as fodas sorrateiras nos recantos da casa, escuros e em construção.
Em casa, a recém-casada esperava o marido.
“BUSCA DE CRÉDITO INDICA INTENÇÃO DE INVESTIMENTO”
 A princípio, o peso que sentira à cabeça não era digno de nota. Pensara ser o cabelo a causa da alteração gravitacional.
“MAIS UM ADOLESCENTE DESAPARECE NA ULTIMA ENCHENTE”
Uma vizinha inocente creditara a culpa ao deslocamento atmosférico.
“384384483384438384 MIL CHANCES DE SE CONSEGUIR”
 No entanto, eram tantas as hipóteses, palpites, piadas, que decidira recorrer ao esotérico.
“MILHÕES DE ASSALTADOS NO MEIO DA PRAÇA SOTERRADA”
 Satisfeita com a resposta abstrusa, cheia de complicações sintáticas, transformara o acontecido numa vantagem, alugando seus chifres como quarador.
“QUEBRA O FAVORITISMO O FAVORÁVEL RIVAL”
O inconveniente era que o teto precisava ser aumentado infinitamente, chegando a tocar no sobrado dos deuses desacreditados, adrede confundidos com anjos caídos.
“REEMBOLSO PARA PLANO DE SAÚDE DO SERVIDOR FEDERAL”
 Uma vez despencara um deus por sua galha, que amorteceu a queda.
“LEI NOVA PARA O LOCADOR LOUCO DE RAIVA DO LOCATÁRIO”
Foi a partir dessa visita bombástica, da qual o deus nu soube tirar proveito, que sua sexualidade ficara incontrolável e a galha foi diminuindo até sumir.
“QUARTÉIS VÃO MANDAR COMO SEMPRE MANDARAM”
 Então, a história terminando pelo início.
 “OBRAMA IRÁ PROPOR UM PACOTE DE BATATINHAS PARA ACOMPANHAMENTO”
Era uma vez uma espos.....
“TÃO ALTAS QUANTO OS PLANOS DE GOVERNO DE SAIR DE HIPOTECAS”
“EXÉRCITO ENFRENTA O FRANCÊS”
Era uma vez um.....
“LE FIGARO DIZ ISSO”
Era uma vez u....
“OUTRA EQUIPE MÉDICA É DESTROÇADA PELAS PIRANHAS DO BATACLAM”
Era uma v....
“ANTES DE SER PROIBIDO PROIBIU DECRETOS PROIBITIVOS”
Era uma....
“DE ENTRAR NO BANCO CENTRAL É BARRADO SEM CENTRO”
Era uma vez uma esposa que conheceu – no sentido bíblico – um deus desconhecido e pediu o divórcio e saiu pelas ruas dando pra deus e o mundo, afirmando o selvagem impulso dionisíaco de ouvir o grelo falante diretamente do notebook.
Era.....

Mif.

ALTO DAS ESTRELAS (LUA NUA)

Ela subiu minhas cuecas até o alto das estrelas.
Como meus pelos já estavam crescidos, foi difícil para ela.
Qual seria sua intenção, ao levantar-me as cuecas até o alto, sujas as estrelas de históricas camisinhas do santo deus, meladas de ozônio?
Dei-lhe um chute. Pulei sobre seu enorme traseiro de Anã Branca.
Rasguei com os dentes sua calcinha que tinha um rastro vermelho muito similar a uma pintura abstrata de Malabufaia.
Como era lua cheia e já estava transformado em lobisomem, aproveitei. Tirei de entre seus seios algumas palavras sobre o Mestre.

Senhor: O bacharel mestre João, físico e cirurgião de Vossa Alteza, beijo
vossas reais mãos. Senhor: porque, de tudo o cá passado, largamente escreveram a Vossa Alteza, assim Aires Correia como todos os outros, somente escreverei sobre dois pontos. Senhor: ontem, segunda-feira, que foram 27 de abril, descemos em terra, eu e o piloto do capitão-mor e o piloto de Sancho de Tovar; tomamos a altura do sol ao meio-dia e achamos 56 graus, e a sombra era setentrional, pelo que, segundo as regras do astrolábio, julgamos estar afastados da equinocial por 17°, e
ter por conseguinte a altura do pólo antártico em 17°, segundo é manifesto na esfera. E isto é quanto a um dos pontos, pelo que saberá Vossa Alteza que todos os pilotos vão tanto adiante de mim, que Pero Escolar vai adiante 150 léguas, e outros mais, e outros menos, mas quem diz a verdade não se pode certificar até que em boa hora cheguemos ao cabo de Boa Esperança e ali saberemos quem vai mais certo, se eles com a carta, ou eu com a carta e o astrolábio. 
Quanto, Senhor, ao sítio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapa-múndi que tem por aí e poderá ver Vossa Alteza o sítio desta terra; mas aquele mapamúndi não certifica se esta terra é habitada ou não; é mapa dos antigos e ali achará Vossa Alteza escrita também a Mina. Ontem quase entendemos por acenos que esta era ilha, e que eram quatro, e que doutra ilha vêm aqui almadias a pelejar com eles e os levam cativos.
Quanto, Senhor, ao outro ponto, saberá Vossa Alteza que, acerca das estrelas, eu tenho trabalhado o que tenho podido, mas não muito, por causa de uma perna que tenho muito mal, que de uma coçadura se me fez uma chaga maior que a palma da mão; e também por causa de este navio ser muito pequeno e estar muito carregado, que não há lugar para coisa nenhuma. Somente mando a Vossa Alteza como estão situadas as estrelas do (sul), mas em que grau está cada uma não o pude saber, antes me parece ser impossível, no mar, tomar-se altura de nenhuma estrela, porque eu trabalhei muito nisso e, por pouco que o navio balance, se erram quatro ou cinco graus, de modo que se não pode fazer, senão em terra. E quase outro tanto digo das tábuas da Índia, que se não podem tomar com elas senão com muitíssimo trabalho, que, se Vossa Alteza soubesse como desconcertavam todos nas polegadas.
Riria disto mais que do astrolábio; porque desde Lisboa até às Canárias
desconcertavam uns dos outros em muitas polegadas, que uns diziam, mais que outros, três e quatro polegadas, e outro tanto desde as Canárias até às ilhas de Cabo Verde, e isto, tendo todos cuidados que o tomar fosse a uma mesma hora; de modo que mais julgavam quantas polegadas eram, pela quantidade do caminho que lhes parecia terem andado, que não o caminho pelas polegadas. Tornando, Senhor, ao propósito, estas Guardas nunca se escondem, antes sempre andam ao derredor sobre o horizonte, e ainda estou em dúvida que não sei qual de aquelas duas mais baixas seja o pólo antártico; e estas estrelas, principalmente as da Cruz, são grandes quase como as do Carro; e a estrela do pólo antártico, ou Sul, é pequena como a ....escrever isso cansa pra caralho."

Cuspi nas minhas patas e, deliciosamente inspirado por aquela astronômica sede, cocei as chagas e girei a toda rotação em meio a seus mistérios, para alargar o caminho.
As veias do meu membro incharam vistosamente. Então, reparei que estava sem camisinha.
Como pude me esquecer da camisinha? Um lobisomem moderno, sem camisinha, é um acinte.
Todavia, todas estouravam. Tinha cada vez mais dificuldade em encontrá-las com o meu número.
Num instante, devorei um porco e peguei-lhe a tripa. Solucionei o problema da camisinha.
Pedi a ela que me ajudasse, esticando as nádegas, a que eu enxergasse o objetivo.
Ela não só fez isso, como enfiava um, dois, três, quatro, cinco, seis....seis não, cinco dedos, todos os cinco.
E ela ia colocando e gemendo, recolocando e novamente gritando.
Aquilo deixou-me doido. Quando estava pegando fogo, o orifício dela como um lança-chamas, transformei o meu palhaço em engolidor de fogo.
Quando sua bunda encostou em minha barriga, estourou o seu anel e quase que mergulho dentro dela.
Mas tenho problemas de pressão a profundidades máximas.
A dor que eu observava me fazia possuidor de um prazer sádico.
Então, parei dentro dela durante duas horas.
Me fodi, pois, fiquei colado. E ela pulava, pulava tanto, que aumentava o gozo de nós dois.
Um engraçadinho que nos filmava jogou-nos água fria. E descolou? Descolou. Fomos reduzidos a um par de cães vira-latas.
Iara foi embora, tontinha da silva. E a manhã, apontando, ia me despindo dos pelos.
Um garotinho acertou-me com um chumbinho. Ainda bem que não era prata.
Como a manhã já chegara e eu fora reduzido a um almocreve, nada pude fazer senão prometer a mim mesmo comer-lhe a mãe na próxima lua cheia.