domingo, 31 de agosto de 2014

DEIXA UM BRAÇO PRA MIM, BEBÊ


Daniela nascera naquela casa rústica, ao centro daquele sítio abandonado, localizado nos Areais. O local era despido de quaisquer condições de higiene e humanidade.
Havia uma quantidade imensa de mato, árvores, sombras, grutas, insetos e bichos desconhecidos. Para o homem - caos desnaturado, para a natureza - ordem natural.
Seus pais escolheram aquele local por ser bem distante da cidade.
Parece que o pai tivera um problema com a lei. Diziam uns que matara uma família inteira em nome da honra...Que honra justificaria isso? Outros que a esposa era enfermeira ilegal, procurada pela polícia, e tinha em seu currículo abortos sem conta. Quem sabe, as duas versões eram verdadeiras. Pois ela tinha o hábito esquisito de só andar com trajes de enfermeira, onde quer que estivesse, em casa, na rua, em festas, na cama, na vida real, na vida dos sonhos, pesadelos, etc. etc. 
Antes de ir para o sítio, descobrira que era portadora de uma doença que lhe dava pouco tempo de vida. Andava, a poder de muletas e se cansava muito fácil. Os médicos tinham dito que duraria um ano, se tanto. Logo que engravidasse, ficaria mais débil e mais perto do fim.
Quando Daniela nasceu, os pais se espantaram com a forma de seus braços e de suas pernas. Chegaram à conclusão que estavam recebendo um castigo divino. O pai resolveu pagar a sua parte do castigo. Voltou à cidade e se entregou às autoridades.
Irresponsavelmente, porém o pai resolveu deixar a criança ali com a mãe, que, na sua maneira de pensar, era a culpada da filha ter nascido um monstro, estava amaldiçoada. Iria arranjar outra mulher que tivesse mais saúde. E certamente teria filhos mais saudáveis. Contava que mãe e filha morressem e, assim, sumisse o vestígio de sua culpa.
Mas na cadeia teve problemas de consciência e findou que tornou-se evangélico. Uma liderança pastoral entre os internos. Quando cumpriu a pena, se arrependeu enormemente dos atos do passado. Pensava muito em sua filhinha. Mais até do que na mãe dela. O abandono não foi coisa de espírito ajuizado. Foi mesmo uma coisa desumana.
Pegou sua segunda esposa e voltou àquele sítio abandonado. Se viva, sua filhinha teria uns quinze anos de idade. Sua primeira esposa, pela doença que tinha, devia ter morrido.
Sua segunda esposa achava que a filha também estava morta, no entanto, o esposo tinha esperança de que ela estava viva.
Quando chegaram ao sítio, ele notou uma mudança fenomenal: árvores cercavam a casa, como formando um muro de proteção. A casa estava jeitosa, com suas trepadeiras e flores. Havia até mesmo um jardim com as flores mais inusitadas, até carnívoras.
Mal ultrapassaram os limites do quintal, o solo deu um leve tremor, sorrateiramente, as árvores agarraram os pés do casal com seus galhos longos e raízes emaranhadas. Então, começaram a arrancar seus membros, troncos e cabeças, colocando as partes num canto protegido de sol e chuva.
Daniela, sentindo o cheiro, saiu da casa e foi se aproximando das carnes em retalho. Suas patas de javali eram fortes e rápidos. Seu rosto porém tinha uma delicadeza ímpar, uma meiguice angelical.
Quando abriu a boca, a comer os pedaços humanos, nunca imaginaria que certos pedaços pertenciam a seu pai, senão...talvez até não engolisse assim tão deseducadamente, ou.....talvez nem fizesse diferença.
Um berro feminino do interior da casa:
- Dani, deixa um braço pra mim, bebê! Cê sabe que eu só como isso, não gosto de perna nem de cabeça!

sábado, 30 de agosto de 2014

O CORPO DA BANHEIRA


Aquele corpo sempre aparecia naquela banheira.
Bastava ele enchê-la.
Desde que se mudara, acontecia aquele fenômeno.
Ele, de início, tivera medo.
Pensara estar vendo coisas.
Deixou o LSD, a cocaína, a maconha, o absinto, o cigarro e abandonara até o hábito de beber perfumes da mãe.
Mas o corpo continuou a aparecer, a cada vez que ele se preparava pra tomar banho. Também! Continuava com o maldito hábito de riscar as unhas na banheira.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

CHOPIN NO NECROTÉRIO


Quando tomou os comprimidos, não imaginou que acordaria daquele modo e naquele lugar.
Estava deitada no necrotério, silente, numa mesa fria.
Não conseguia mexer senão os olhos. 
Notou que estava nua pois tinham colocado um travesseiro alto sob sua cabeça.
Ele veio também nu em sua direção.
Seu membro viril pequeno e erguido.
Armado de paixão.
Nesse momento, desejou ser um esqueleto de dedos ossudos em riste para uma vingança.
Tocava num celular próximo o Noturno de Chopin - Op. 9 nº 2.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

VIAGEM ENCANTADA



Ela estava ali, naquele lugar, sozinha, sorrindo, uma bela moça com um vestido simples, as coxas à mostra, cabelos pretos, olhos grandes, seios médios, colar de contas coloridas, brincos de estrela, um cheiro de....um cheiro de...Por que a única expressão que lhe ocorria era....um cheiro de....morte?
A idade dela lembrou a Armindo Poento a que tinha Ju, sua mais adorada, quando morreu....Júlia, aquela com a qual se juntara de corpo e alma....um pouco menos de alma e....o fato é que ele terminara com ela, indo direto ao assunto, empurrando-a num poço abandonado, que acabou sendo soterrado, para sua sorte, numa enchente inesperada.
Aconteceu naquela cidadezinha do Sul, cujo nome é tão sumidinho que a gente acaba esquecendo. 
Ninguém esclareceu o desaparecimento da moça.
Ele fora, depois disso, para o Centro-Oeste. Depois, para o Sudeste. Passado um tempo, recomeçou a beber. E quando bebia era muito agressivo...mas só com os mais fracos que ele. Gostava mesmo era de maltratar as mulheres que namorava. 
Passado algum tempo, ingressou numa Igreja, mais com o intuito de impressionar a filha do pastor Ubiratã do que de abraçar uma fé sincera. Até conseguiu acalmar seus nervos, mas não obteve a prenda perseguida. Um primo dela, o Agenor, foi mais rápido.
Começou então, por inveja, e por maldade, a tramar a morte do tal primo. Nessa ocasião, começou a cheirar mais. A cheirar e a se encher de maconha. De uma maneira descontrolada. 
O interessante é que achavam que quando seus olhos estavam vermelhos e ele tinha aquela larica era o sinal de que o Espírito Santo estava dentro de si.
O primo da moça tinha uma fraqueza no passado. Quando Armindo descobriu, tratou de procurar um botãozinho que a reativasse.
Numa festa da igreja, em que comemoravam o primeiro ano de fundação da mesma, Armindo se aproximou pela primeira vez do outro. Ocorreu que em três anos já estavam carne e unha. Melhores amigos.
E foi justamente com três anos dessa amizade que Agenor....morreu. Fora atravessar a rua e um caminhão - "push" - atropelou-o. Foi por acaso, fugindo ao planejamento do "amigo".
Mas....Ju, por puro desgosto, também terminou morrendo e Armindo, coitado, ficou na mão.
Ele gozava de uma consideração muito grande na comunidade. Era um excelente profissional das artes gráficas e cenográficas. Tinha até um enorme ateliê no centro. 
Aos poucos, fora se afastando da igreja e deixando de lado seu comportamento sádico. A desculpa que dava para o auto-isolamento era sua entrega à profissão. E realmente se enfiou no trabalho. Cinco anos e pouco sem tirar férias.
Resolveu então, certo dia de natal, tirar um final de semana para viajar até Aquele Lugar. Aquele Lugar havia sido uma Sociedade Alternativa nos anos sessenta. Armindo pegou um ônibus e foi. Demorou umas seis horas a viagem. Quando divisou uma placa onde estava escrito "Aquele Lugar a 200 metros", ficou aliviado.
Todos falavam desse tal lugar onde os carros subiam sozinhos as ladeiras, sem precisar de ligar o motor; comentavam das casas em que se ouviam alienígenas fumando baseado, viam-se discos voadores do tamanho de moscas, enxergavam-se centauros viciados em LSD, e hidras sem-vergonhas que riam sem parar dos anjos-palhaços.
E o mais fabuloso mistério estava naquela caverna, na entrada da cidade.
No dia do show do Grande Cantor, que começaria logo mais, nada lhe era mais importante do que aquela moça, que sorria sem parar, tão linda, tão linda, tão....Quando olhou-a, uma paixão tão ardente lhe pegou que tomou uma decisão: não voltaria mais pra sua cidade. Ali seria o seu paraíso de amor.
Quando chegara n'Aquele Lugar, tentou tirar proveito de tudo, principalmente, gostava de observar as pessoas dos bares e inferninhos, mas sempre calado, pois tinha dificuldade de comunicação com as pessoas.
Foi àquela caverna impulsionado por curiosidade. Diziam que ali muita gente morreu de combustão espontânea. Essa história lhe atraiu. E....na entrada da caverna, encontrara aquela moça. Como ela dava risada. Sem parar. Era muito estranho. Devia estar cheia de erva. Mas não devia ser maconha. Os efeitos ridentes eram quase sobre-humanos.
Ele perguntou-lhe: - Você vive aqui? Ou tá de visita como eu?
Ela: - Não, eu morri há seis meses isolada nessa caverna. 
- Mo...morreu?
- Sim. Mo...morri. E desde que morri, gosto de presenciar acidentes. Fiz questão de estar presente no seu acidente de ônibus. Lembra? Você morreu nele.
Ele gaguejou: - Ju...Ju...Júlia?
- Que Júlia o quê? Sou apenas uma morta que gosta de ver os corpos morrendo e as almas desprendendo. Um pequeno vício, sabe. Dá mais barato que maconha. Você devia experimentar.
Bem, o fato é quase ele morreu uma segunda vez. Foi assim mesmo. Foi. De outra forma não. Tenho boa memória. Claro.

domingo, 24 de agosto de 2014

DISTORÇÕES NO ESPELHO-COVA


O coveiro, conhecido pelo apelido de Banguela, acordava geralmente bem tarde para que durante a madrugada tivesse bastante energia para seu trabalho secreto.
À uma e pouco, ia do Cemitério da Vila Elizabeth até aquela chácara abandonada, que ficava bem longe do mesmo, onde havia uma grande piscina.
A velha Juciléia lhe pagava por cada viagem que ele fazia.
Um dia, em seu terceiro transporte, quase fora descoberto. 
O cachorro do Zebedeu tinha se soltado e danou a seguí-lo, latindo bem alto. Sorte que o Zumbi, assim chamavam o filho da velha, se livrou dele. Claro que perdeu duas orelhas e um pedaço do braço nessa empreitada.
Banguela não, Estevão é o meu nome, costumava responder aos que insistiam em gritar bem alto seu apelido.
Ele marcava, não esquecia o rosto dos que lhe zombavam. Porque sempre que lhe chamavam pelo apelido, lhe chasqueavam. Costumava, em vingança, mexer nos túmulos dos parentes dos zombeteiros e tirar pedaços de orelha, nariz, mamilos, ou outras coisas quase impublicáveis. Todas essas partes ele colocava em envelopes para enviar um dia ao endereço dos e das idiotas.
Em determinada madrugada, em que umas dezenas de pessoas ainda estavam nas ruas, após louvarem Iemanjá, o Fuinha Preguiça, filho da Dona Engrácia dos Salgados, o seguiu. Empurrando um carrinho de mão com algum objeto enrolado, Estevão Banguela seguia, respirando com dificuldade, parando vez em quando, para limpar o suor da testa ou tirar a água dos joelhos.
Fuinha não sentia no físico as torturas da distância, era um touro de saúde, forte, rápido, um verdadeiro atleta, jogava futebol no time da cidade, participava das maratonas anuais, tinha uma resistência inigualável.
Depois de umas três horas, Banguela chegou à chácara, que ficava do outro lado da cidade. Na entrada da chácara, havia uma piscina, na beira da qual o coveiro parou. Quando apoiou o carrinho, o objeto enrolado caiu e Fuinha viu, estarrecido, o que estava escondido. Ficou de cabelos em pé. Ou de pé nos cabelos.
Era a cabeça de Dona Jurema que ele viu. Ela morrera há uns três dias, por motivos ignorados. Ultimamente, na cidade estava havendo muita morte inexplicável.
Banguela desembrulhou o corpo da mulher um pouco mais e no centro da piscina fez-se um rodamoinho como na história de Ulisses, o grego esperto, do qual nenhum dos dois ouvira falar.
Jurema foi sugada até o centro da piscina como a gente suga o que restou num copo de suco, geralmente com grande intensidade de sucção.
Mal Fuinha se virou, uma pancada atingiu-lhe o quengo, vinda de uma mulher com asas na boca. Quando acordou do desmaio, estava na beira da piscina, transformado num porco. Ao seu lado, Zumbi salivava, pois, adorava carne de suíno.
A piscina ficou cada vez mais vermelha do sangue das inúmeras vítimas trazidas e um grande espelho veio à superfície. Nele viam-se imagens distorcidas pela água e pelo sangue.
Apareceram então, disfarçados com capuzes, surgidos do entorno, vários políticos e endinheirados da região.
A velha Juciléia, que estava com uma asa de frango na boca, cuspiu-a no jardim próximo e começou a, com base nas figuras que surdiam no espelho, desfiar suas previsões, que poderiam ou não favorecer o caminho dos que estavam ali presentes.....menos do porco.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

EVERESSING DE KRISTO



Everissing sempre subia naquele prédio abandonado, cantava e se equilibrava, ao sabor dos ventos, no parapeito da sacada do seu 13º andar, em todo 13 de agosto. Já há cinco anos fazia isto. Como ele conseguia usar o elevador de serviço, se.....?
Não tinha os dois braços, nem as duas pernas. Não fosse Kristo, seu cãozinho verde....não se sabe o que seria dele na maior parte das atividades diuturnas.
Todos se perguntavam, quando o viam a colear por entre os espaços:
"Como se aliviava do ataque dos cocôs? Como tirava a água do joelho? Como fumava sem mãos, já que sempre estava com um cigarro ou guimba à boca? Como fazia amor ou, aqui entre nós, como fodia? Fodia gostoso? Rolava no corpo da amada como um pneu até atingir a fenda perseguida com o fuso pleno de veias? Era dotado, e, deitando, como puxava a coberta doada por aquela senhora doida de caridade e libido?".
D'xa pra lá. Voltando ao assunto, pra criar coragem, quando subia ao prédio, levava sempre seu cachorrinho.
Fora, mesmo com sua deficiência, um carpinteiro qualificado, pastor e professor de Física na juventude.
Dominava o Inglês, o Francês, escrevia e cantava como ninguém, pintava, fazia a barba, como aquele Príncipe Randian....tem um filme no youtube, de nome "Freaks", da década de 30, em que se pode vê-lo. Era filho de escravos britânicos esse príncipe, e era casado com Sarah, sua eterna princesa.
Hoje, vive a andar pelas ruas.......como anda? Ele é bastante eficiente em se deslocar, movendo quadris e ombros, como um réptil recém-nascido.
Quando começou a viver por entre as nuvens de pó das ruas, passou a beber de tudo, até água de poça de chuva, se misturada a algum tipo de álcool, mesmo que fosse de álcool desinfetante.
O que o levou a trocar de vida? Ninguém sabe...ou melhor, talvez Kristo Rex saiba. O cachorrinho está com ele desde seus primeiros avanços nos becos pestilentos.
Diziam que aquela data, 13 de agosto, devia ter alguma coisa a ver com a mudança de vida.
Será que uma esposa, um filho seu, uma mãe, um pai, ou até mesmo ele, se atirara do 13º andar de algum edifício ou daquele prédio abandonado?
Comentam que ele era casado com Zulmira, filha de pastor no bairro da Vila Nova. Teve com ela 10 filhos....mas essa não morreu, está vivinha da silva, casada com Setembrino, um fedido e obeso branco de más ações que trabalha no porto de Santos.
Kristo sempre estava a postos para o que pedisse seu dono. Às vezes, Everissing subia naquela estátua do Largo do Sapo e pregava aos invisíveis e visíveis. Gostava também de ler os Salmos aos transeuntes, principalmente o de número 22.
Um mendigo antigo nas ruas, o Conrado, diz que Zulmira não foi o amor da vida de Everissing e, sim, Carolina, filha de um padre viciado em revistinhas proibidas. Ela morrera naquele acidente feio no centro, quando caiu um helicóptero no meio de um prédio, no começo da avenida nove, justamente quando Carolina olhava a cidade com olhos fechados e os cotovelos postos no parapeito daquele prédio. Só um, que estava com ela, se salvou: ele.
Ele amava Zulmira e Carolina. E esta amava o Brancão, obeso e fedido, levantador de copo de chopp, mas amado como ninguém por Zulmira. Por ela, o estivador fora até capaz de emagrecer 200 gramas.
Kristo gostava de pegar bolinhas de papel que o dono jogava.

Quando Everissing chama seu cãozinho, todos olham, tal a potência do seu grito.
Kristo Rex só é bravo com quem procure humilhar seu dono, segundo este.
Uma vez mordera Preta, cadela invisível de Conrado, só por ela ter olhado rosnando para Everissing.
Sim, Kristo era um cachorro invisível, como as hordas de mendigos urbanos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

ATUAÇÃO MORTAL

Quando mudaram para aquela casa, já sabiam. Teriam que conviver com um fantasma. O fantasma de Jussara, a florista.
Souberam do que lhe acontecera em detalhes.
Jussara, em seus últimos anos de vida, sofria de constantes depressões. Ela trabalhava no Hospital-Maternidade São Vicente como enfermeira, há vinte anos atrás. 
Não tinha muito caráter. Tinha prazer no sofrimento dos bebês e suas mães. No início, se divertia, embaralhando os recém-nascidos. Depois, costumava pegar alfinetes e enfiar os mesmos nos bracinhos das crianças.
Um dia, fora encontrada morta, com um bracinho de bebê a lhe apertar a garganta, naquela casa que eles, os Mendes, alugaram. 
Jussara lhes aparecia desde manhã. Ora estava no sofá olhando revistas antigas. Ora estava na cozinha mexendo nas panelas, tentando roubar cozidos e frituras.
Os Mendes fizeram consultas a todo o tipo de metapsíquicos, médiuns, físicos quânticos, psiquiatras, astrônomos, ginecologistas, padeiros, carpinteiros, pedreiros, etc. etc. etc. Mas....inútil todo tipo de esforço que tentavam.
Decidiram então, matar Jussara....Mas.....só fantasmas matam fantasmas, dizia a tia Sirleide. Os Mendes então resolveram se matar uns aos outros.
Esperaram ser promovidos ao grau de Fantasma Júnior. Destarte, foram atrás de Jussara.
Acontece que....Jussara....não estava morta e sim viva. Forjara a própria morte e fantasmagoria para se livrar de cobradores.